NeymarO craque da seleção brasileira chega ao Barcelona para ganhar menos apenas que o argentino. Com um salário anual de cerca de 7 milhões de euros (R$ 18,5 milhões), ele irá integrar o segundo escalão na folha dos espanhóis, ao lado de Xavi e Iniesta.

 

O atacante vindo do Santos irá assumir o lugar de David Villa, atualmente parte do grupo, mas que deve deixar o Camp Nou na próxima janela de transferências.

 

Principal estrela do clube, Messi renovou recentemente o seu contrato até 2018 e passou a embolsar 12 milhões de euros anuais (R$ 50 milhões).

 

Os números colocam Neymar à frente de nomes como Puyol, Piqué e Daniel Alves. O trio forma o terceiro escalão e recebe por temporada cerca de 5 milhões de euros (R$ 13 milhões).

 

Em entrevista no último fim de semana, o empresário Wagner Ribeiro confirmou indiretamente a informação de que o atacante vem para compor a faixa daqueles que recebem menos apenas que Messi.

 

“Ele vai ganhando menos do que o Messi, mas vai com o salário em torno do que o Kaká ganha hoje (no Real Madrid). O Neymar está indo para ser o terceiro ou quarto salário do Barcelona”, afirmou no programa ‘Mesa Redonda’, da TV Gazeta.

 

Como a saída de Villa está cada vez mais próxima, segundo os espanhóis, a contratação de Neymar não afetaria, assim, o organograma financeiro dos atuais campeões nacionais. Essa é uma preocupação recorrente no dia-a-dia e que quase levou à saída de Daniel Alves do clube em sua última renovação, em 2011.

 

Na época, o lateral-direito manifestou o desejo de receber um aumento salarial e ser alavancado à categoria que hoje integra Neymar.

 

As discussões foram desgastantes, envolveram reclamações públicas do brasileiro – “se finalmente não concretizarmos minha continuidade, agradecerei por todos os anos que passei aqui e irei a outro lugar”, disse– e exigiram criatividade dos dirigentes para assegurar a sua permanência por mais quatro temporadas.

 

Ele permaneceu, mas não com o acréscimo em seus vencimentos que buscava. Seguiu no terceiro escalão e contando a partir de então com ganhos extras gerados pelo próprio Barcelona – acordos publicitários com a Adidas e a Big Cola para ser garoto-propaganda.

 

Essa é uma das vantagens do Barcelona em relação ao Real Madrid e que motivou Neymar a escolher os catalães. Se tivesse acertado com os merengues, o atacante seria obrigado a entregar metade de seus direitos de imagem ao time, mesmo em situações controversas, caso da Volkswagen. O Real é patrocinado pela Audi. O mesmo não acontece no Barça.

 

Ao todo, o craque conta atualmente com 12 marcas ao seu lado.  Ainda que num elenco sem grandes brigas de vaidade, será preciso administrar a situação em que desembarca para não atrair a antipatia das demais estrelas da equipe.

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